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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Review - O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde

Acabei de ler este livro ontem e ainda estou a digerir tudo: que livro, que história, que personagens fantásticas mas acima de tudo: QUE PROSA FANTÁSTICA! Não há como não ficar rendida à escrita de Oscar Wilde, um homem que viveu acima do seu tempo (para nosso prazer) e nos deixou um legado fascinante que a Literatura merece. 

Dorian Gray é-nos apresentado como uma personagem narcisista e a sua vida muda completamente quando conhece Lord Henry (sem dúvida a melhor personagem desta história) e tudo se intensifica quando o seu retrato é pintado e começamos a perceber o que acontece com Dorian: beleza eterna enquanto todos aqueles à sua volta vão envelhecendo e morrendo. Todo este conhecimento de que todas as suas acções sairão sempre impunes, tornam-o num ser humano corrupto, que cada vez será mais falado (pela negativa) na sociedade mas nada disso lhe importa pois como bom narcisista que é, só os seus interesses têm lugar na sua vida, tudo o resto é desinteressante. 

A prosa (volto a dizer) é realmente brilhante, já há muito tempo que não lia um livro com tantas frases interessantes sobre a experiência da vida, a beleza, o controlo de razão e consequentemente a perda da mesma. Estou demasiado encantada para conseguir fazer uma review decente.

Nota no goodreads: 4/5 (4.5)

Review - Zoo, de James Patterson

*Ainda sobre as leituras de Janeiro*

Caso ainda não tenham reparado, sou um "bocadinho" fanática por James Patterson. Não sei que magia há na escrita deste senhor mas sempre que pego num livro dele acabo por o ler em horas, é inevitável! Um dos meus grandes objectivos com este blog é meter-vos a ler os meus autores preferidos por isso não hesitem em experimentar, tenho a certeza de que não se vão arrepender!

Este livro foi-me dado pela minha madrinha no Natal e como podem ver não demorei muito tempo até o despachar. O que me incitou mais a curiosidade neste livro foi a sua narrativa, diferente da que estou habituada neste escritor, e também o facto de haver uma série baseada neste livro (sim, também sou viciada em séries, comigo os vícios estão todos interligados). 

O livro começa com um ataque de leões num jardim zoológico que acabam por fugir. O que é mais curioso é que nos apercebemos logo de que alguma coisa se passa com os animais, mais especificamente com o seu comportamento. Tudo isto soam como teorias de conspiração aos ouvidos de quase todos expecto a Jackson Oz, um biólogo que há anos que vem estudando o comportamento dos animais e que vai partilhando as suas teorias no seu blog, que muitos pouco visitam e ainda menos o consideram são. Tudo isto se desenrola muito rapidamente quando Oz vai a África e assiste pessoalmente a um ataque coordenado por leões, mas, nem tudo é mau porque é nesse momento que conhece a sua amada, Chloe e a partir daí os dois não se vão largar mais.

A única coisa que me incomoda com este livro é que passamos mais de metade do livro na mesma época e de repente atiraram-nos para cinco anos depois, dando poucas informações sobre o que aconteceu nessa época. Sinceramente, de que me serve saber que o Oz casou e teve um filho? Como de costume nos livros de James Patterson, a leitura é leve (tal como os capítulos) e bastante agradável. Estou ansiosa por ver a série e ver o quanto mudaram a história e se há alguma base vinda directamente do livro. 

Nota no goodreads: 4/5

Review - Romeu e Julieta, de Shakespeare

O mês de Janeiro foi bastante positivo: li cinco livros e gostei de todos eles! O meu plano é manter-me na meta de cinco livros por mês pois assim consigo alcançar o meu objectivo anual sem problema nenhum. Espero que o consiga fazer, não gosto nada de começar alguma coisa e não ter a capacidade de a terminar, sinto-me mesmo mal. *fingers crossed: go Cláudia go* 

Depois de tanto ouvir falar da história e ver tantos filmes e peças de teatro baseadas nesta obra, decidi ler a trágica história de amor que muitos dizem arrancar o coração do seu peito. Não sou grande fã de ler livros quando já sei praticamente toda a história, sinto que a experiência não é tão fascinante mas, de qualquer maneira, achei que este livro é um essencial para qualquer leitor e sendo assim segui em frente. 


Fiquei chocada por ver que no início da obra o Romeu está apaixonado por outra rapariga e desde que tomei conhecimento desse facto uma pergunta não me deixou a mente:  como é que um jovem perdidamente apaixonado esquece "o amor da sua vida" para amar uma "rival"? Eu sei que o amor é muito difícil de explicar mas tenho sérias dúvidas de que um ser humano tenha a capacidade de se apaixonar e "desapaixonar" tão rápido. Por outro lado, estamos a falar de um jovem rapaz, e todos sabemos que nessa tenra idade os sentimentos são ainda mais confusos de explicar.


A história fascinou-me bastante, sempre gostei de ler sobre o amor louco misturado com paixão e como ele se revela nas pessoas. O final trágico arrebatou o meu coração, um drama destes é tudo o que preciso na minha vida, uma prova viva de que o amor verdadeiro ultrapassa a morte. Não dou as cinco estrelas a esta obra porque é preciso estar muito longe da racionalização para se conseguir absorver a narrativa e eu dei por mim várias vezes a pensar em como estes dois jovens eram tão ingénuos e como poderiam ter feito as coisas diferentes (é um erro, eu sei, mas parte de mim não consegue deixar de me questionar como é que é possível que duas pessoas vejam na morte uma solução tão fácil e apelativa).

Nota no goodreads: 4/5

domingo, 15 de janeiro de 2017

Review - Morte no Tribunal, de P.D James

Nunca tinha lido nenhum livro de P.D James até hoje, admito até que não conhecia a escritora apesar de ter um vasto leque de obras. Após fazer uma breve pesquisa, conclui que valia a pena dar uma oportunidade a um livro que estava na minha pilha há uns bons anos (o meu objectivo este ano é ler livros que tenho há anos e nunca li). 
A história resume-se de maneira bastante simples: a acção começa com a advogada criminal, Venetia Aldridge, a defender um cliente que é acusado de matar a sua própria tia. Apesar de sentir repulsa pelo seu cliente, Garry Ashe, faz o seu trabalho de maneira impecável, mostrando as suas excelentes habilidades em tribunal, onde o arguido é considerado inocente. Tudo isto leva a querer que este início de história serve simplesmente para mostrar o quão boa advogada Venetia é mas na verdade, a história começa a tomar um rumo muito suspeito.
Após ser considerado inocente, Garry vai envolver-se com a filha de Venetia, Octavia, e a advogada começa a acreditar que aquela proximidade tem como único objectivo magoá-la, nunca acreditando por uma vez que exista amor naquela relação retorcida. Começamos a perceber que não existe uma relação carinhosa entre as duas, que a carreira é a sua única preocupação e que o seu coração é feito de gelo, o que transforma a filha numa adolescente bastante esquisita e com opiniões bem formuladas sobre o que pensa da mãe.
Todo este ambiente de tensão aumenta quando Venetia aparece morta, sendo o seu corpo usado de maneira teatral para causar uma imagem chocante à primeira pessoa que a vê morta. Depois disto, a acção desenrola-se à volta de questionar suspeitos e qual deles tinha o motivo mais forte para a matar. Os eventos vão-se tornando mais intensos, tal como os diálogos, e tudo isto conduz a história para mais mortes.

No geral, o livro é agradável, mas as descrições demasiado longas sobre a cidade e a sua arquitectura são bastante aborrecidas, levando o leitor a abandonar a narrativa. Penso que tudo seria mais bem conseguido se esse tipo de descrições não existissem, dando lugar apenas à acção, fazendo assim com que a intensidade nunca descesse de nível. 

Nota no goodreads: 3/5

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Review - A caça, de James Patterson

Já há muito tempo que queria ter um blog dedicado somente a livros. Sou uma ávida leitora, gabo-me da minha rapidez a ler e tenho sempre o desejo de fazer com que os outros tenham mais vontade de ler com os meus discursos inspiradores (estou a brincar, não faço discursos desses). Finalmente decidi seguir em frente com este "sonho" que já tinha há algum tempo e achei que não podia começar o ano de melhor maneira. Afinal, o discurso de "ano novo, vida nova" tem de servir para alguma coisa, não é?

Comecei o ano com um livro de um dos meus escritores preferidos: James Patterson. Sei perfeitamente que existem pessoas que julgam que todas as suas obras são semelhantes, policiais baratos que pouco cativam ou entusiasmam mas, na verdade, considero as obras deste Senhor (sim, com maiúscula!) uma paixão. Não é fácil fazer-me gostar de um livro logo nas primeiras páginas mas neste caso eu 90% das vezes fico logo rendida e normalmente acabo por ler os seus livros em horas. 

Deixando agora o discurso mais geral, vou passar à parte que verdadeiramente importa: a minha review sobre o último livro que li, A Caça
O detective Alex Cross vai deparar-se com o pior caso que já viu em toda a sua carreira, quando é chamado ao local de um crime horrendo, onde uma família inteira foi morta cruelmente. A visão torna-se ainda mais dolorosa quando o detective reconhece a mulher da família, uma ex-namorada sua dos tempos de faculdade. Esse factor desperta nele um elo emocional que não o deixa afastar-se do caso (como os fãs da saga sabem, a sua mulher foi morta no passado) e que o faz perseguir o terrível assassino até África. Tigre, é o "nome" da personagem cruel, sem coração, que causa todos aqueles crimes (para além desse brutal homicídio, vão seguir-se mais alguns) e que usa crianças como seus capangas. 
A estadia de Alex em África estará longe de ser tranquila pois vai ser capturado e agredido, chegando ao ponto de várias vezes acreditar na proximidade da sua morte. Apesar de tudo, ainda se vai cruzar com pessoas que o ajudam ao longo do caminho. 
Na minha opinião, o livro está muito bom, o contraste das realidades e de como elas afectam o detective está muito bem feita e deixam o leitor preocupado com o mundo real. De certa maneira, transmite a mensagem de que certas partes do mundo estão em guerra constante, com pessoas a morrer a cada segundo, sem que os meios de comunicação se importem com elas pois não interessam aos seus interesses. O dinheiro é visto como o mais importante, uma verdade que sabemos não existir só na ficção. 
Se tivesse que mudar alguma coisa talvez mudasse o confronto final entre Alex e o "Tigre". Penso que tudo acabou demasiado depressa e de maneira um pouco atabalhoada mas tirando isso, está tudo como deveria estar.






Nota no goodreads: 5/5